quarta-feira, 19 de julho de 2017

Temer avança sobre insatisfeitos do PSB para conter Maia

Michel Temer entrou no corpo a corpo para tentar barrar a movimentação do presidente da Câmara e primeiro na linha de sucessão presidencial, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre parlamentares insatisfeitos do PSB visando ampliar a bancada do DEM na Casa.



 Temer reuniu-se com a líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), para convidar os socialistas insatisfeitos a ingressarem no PMDB e para se informar sobre a movimentação de Maia.

Após a decisão do PSB de romper com o governo Temer, cerca de metade dos 36 deputados do partido socialista se rebelou contra a direção da legenda e permaneceu na base aliada. Este grupo é que tem sido alvo da movimentação de Maia e, agora, também de Temer. Maia quer ampliar a bancada do DEM na Câmara para 50 deputados, tirando do PSDB o posto de terceira maior bancada da Casa.

“Estamos sendo assediados por alguns partidos. Ele [Michel Temer] falou com a gente sobre a possibilidade do PMDB. [Perguntou] se já tínhamos pensando nisso”, disse Tereza Cristina ao jornal Folha de S. Paulo. O presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), também já havia sondado os parlamentares insatisfeitos do PSB.

“O presidente reforçou as conversas que já vinham acontecendo. Disse que ficaria muito feliz se pudéssemos ir também [para o PMDB]”, afirmou Cristina.





Fonte: Brasil 247

Sem prestígio: Temer vai a jantar na casa de Maia, mas ninguém abre a porta




Quando se afirma que Michel Temer, além de ilegítimo, está enfraquecido e sem moral, não é força de expressão. Na noite da terça-feira (18), ele foi participar de um encontro na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A situação ficou tão feia que ninguém veio abrir a porta para Temer.

A sequência de imagens publicadas pelo Poder 360 mostram o próprio Temer, que se encontra na condição de Presidente da República, precisou abrir a porta para entrar. Já é incomum um presidente ir ao encontro, pois geralmente, por força do cargo, são as pessoas que vão ao encontro do presidente. Agora, ter que abrir a porta é realmente significativo.

O jantar tinha como objetivo tentar amenizar o desentendimento que se instaurou nos bastidores entre Temer e Maia. Maia estava tentando atrair um grupo de deputado do PSB para o DEM. Esse grupo ainda apoia o governo Temer mesmo com a orientação da direção do partido se posicionando contrária.

No entanto, Temer resolveu ir até a casa da líder da sigla, a deputada Tereza Cristina (PSB-MS), nesta terça-feira (18), para furar o olho de Maia e convidar o grupo - em troca sabe-se lá do que - a ingressar no PMDB, com o objetivo de salvar a sua pela da denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, que deve ir a votação do plenário em agosto.

Maia deixou claro que ficou incomodado com a atuação de Temer, e a turma do "deixa disso" entrou em ação propondo um jantar para diminuir a tensão. A interlocutores, o deputado criticou: “O governo só quer lealdade se for a favor dele”.

Maia fez questão de registrar sua insatisfação com o peemedebista.

Além dos presidentes da República e da Câmara, comparecem os ministros Antonio Imbassahy (Segov), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência), Bruno Araújo (Cidades), o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o deputado Raimundo Gomes (PSDB-CE).

Antes da reunião, Rodrigo Maia recebeu deputados do DEM e do PSB. Entre eles, estavam o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e os deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA), Carlos Melles (DEM-MG), Fabio Garcia (PSB-MT), Danilo Fortes (PSB-CE), Heráclito Fortes (PSB-PI).

Moro determina e BC bloqueia 606 mil reais de Lula



O Banco Central bloqueou, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, R$ 606.727,12 do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado na semana passada pelo juiz a 9 anos e meio de prisão.

O confisco dos ativos do petista foi decretado a pedido do Ministério Público Federal. Além do dinheiro, Moro confiscou de Lula três apartamentos e um terreno, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, grande São Paulo, e também dois veículos.

Moro pediu o bloqueio de até 10 milhões de reais dos ativos do ex-presidente. A quantia de 606 mil reais foi o valor encontrado em quatro contas de Lula: R$ 397.636,09 no Banco do Brasil; R$ 123.831,05 na Caixa Econômica Federal; R$ 63.702,54 no Bradesco; e R$ 21.557,44 no Itaú.

O juiz pediu ainda o confisco de bens de Lula em até 13,7 milhões de reais. A quantia corresponde a 16 milhões supostamente desviados para favorecer o PT, menos o valor do tríplex atribuído a Lula, que já foi bloqueado pela Justiça. 

De acordo com reportagem do blog de Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo, a Procuradoria da República afirma no pedido que após assumir a Presidência da República, "Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando à perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais".


Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato queriam o bloqueio de uma fortuna de R$ 195,2 milhões, incluindo multas e acréscimos a título de reparação de danos. A força-tarefa não atribui este patrimônio a Lula. O montante faz parte de um cálculo efetuado por procuradores com base em danos à Petrobras.

Além do ex-presidente, o pedido incluiu como alvo do confisco dona Marisa Letícia, que morreu e teve extinta sua punibilidade. No último dia 14, apenas dois dias depois de condenar Lula, o juiz Moro acolheu parte do requerimento da Procuradoria.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Lula: “Deram um golpe prometendo o paraíso e deixaram o país pior”

Em entrevista à rádio Capital, de São Paulo, nesta terça-feira (18), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que irá provar a sua inocência. “Não vou permitir que difamem a minha história com uma mentira deslavada”, afirmou o ex-presidente, manifestando sua indignação contra a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

                 

“Eles estão julgando o meu mandato de oito anos”, disse Lula. “Vou continuar brigando e tenho certeza que esse processo foi uma grande farsa. Uma grande mentira”, completou.

“Não vou, depois de 70 e poucos anos de vida, permitir que meia dúzia de jovens mal-intencionados venha tentar jogar a minha imagem na lama”, declarou ele, reforçando que vai recorrer e voltando a criticar a atuação da Operação Lava Jato no âmbito de Curitiba.

“O juiz Moro não pode continuar se comportando como um czar. Ele faz o que quer, quando quer, sem respeitar o direito democrático, sem respeitar a Constituição. E não deixa a defesa falar”, rebateu o ex-presidente.

Lula foi enfático ao afirmar que o processo é um julgamento político que foi desencadeado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade. “Eles deram um golpe [para a saída de Dilma]. Se eu voltar, o golpe não fecha”, disse.

O ex-presidente enfatizou que a Lava Jato julga os seus oito anos de mandato. Lula enfatizou que já provou que sabe governar esse país e que deixou o governo, em 2010, com mais de 80% de aprovação.

“Quero provar que o Moro errou, que a equipe da Lava Jato errou. Mentiram demais... A desgraça de quem conta a primeira mentira é que obrigado a contar milhares para justificar a primeira. Cabe a mim insistir que eles erraram”, destacou.

Ao comentar a conjuntura política, Lula voltou a defender eleições diretas. Para ele, Michel Temer não tem mais condições de governar e deveria renunciar, convocando eleições. “Esse país não pode ficar meses esperando uma eleição. A única coisa que pode acontecer aqui é antecipar eleições. Vamos transferir a responsabilidade para o povo outra vez. Não tem milagre”, frisou.

          


Ao ser questionado sobre a tese propagada pela direita durante o golpe de que o governo da presidenta Dilma seria responsável pela crise, Lula afirmou que a ex-presidenta cometeu erros, como tentar fazer desonerações em setores da indústria, mas destacou que ela “tentou fazer alguma reforma no tempo certo”.

“A diferença é que ela tinha na presidência da Câmara um Eduardo Cunha [deputado federal cassado, do PMDB-RJ]”, lembrou Lula, em referência à paralisação da Câmara dos Deputados durante os três meses que antecederam o impeachment. “O que está provado agora é que o problema do Brasil não era a Dilma.”

“Seria importante voltarmos a dezembro de 2014, quando o Brasil teve o menor índice de desemprego de sua história. Dilma terminou primeiro mandato dela numa situação invejável”, salientou. ”Aqueles que deram um golpe falando que o país iria virar um paraíso deixaram o país pior. Aumentou nossa dívida fiscal, aumentou o desemprego e as incertezas”, disse o ex-presidente.

Ao encerrar a entrevista, Lula voltou a reafirmar que vai continuar lutando. “Eles mexeram com uma pessoa que herdou de uma mãe analfabeta o direito de andar de cabeça erguida. Eu vou lutar até as últimas consequências. Eu quero provar que o Moro errou, que o Ministério Público errou. Eles me condenaram por uma decisão política deles”, disse Lula, destacando que sonha em ver a Globo colocar o âncora William Bonner para pedir desculpas pelos ataques ao ex-presidente.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Criada comissão de recesso parlamentar da Assembleia Legislativa do MA

O recesso parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão começa amanhã, dia 18 e termina no dia 31 desse mês. Os trabalhos retornam no dia 1º de agosto. Durante esse período, foi nomeada pela Mesa Diretora da Casa, uma Comissão de deputados que irá atuar durante o recesso parlamentar.

A comissão de representação interna - cujos membros foram indicados pelos blocos e partidos políticos em consenso – é composta pelos deputados Rogério Cafeteira (BUPM), Fábio Braga (BUPM, Bira do Pindaré (BUPM), Profº Marco Aurélio BUPM), Eduardo Braide (BPI), Roberto Costa (BPO) e Sérgio Frota (BPD).

Dentre as finalidades dos membros da comissão, consta, resolver as questões inadiáveis surgidas durante o recesso parlamentar, apreciar e votar pedidos de licença que derem entrada durante o recesso e atender o que dispõe os incisos II e III do parágrafo 2º, do artigo 32 da Constituição do Estado do Maranhão.

Os incisos II e III, do Art. 32, dispõem, respectivamente: a realização de audiências públicas com entidades da sociedade civil e III - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos das autoridades públicas.

SECRETÁRIO DO PSDC TAMBÉM RECEBEU DINHEIRO ROUBADO DA SAÚDE



Blog Marrapá – Conhecido nos arredores da Câmara de São Luís e contumaz detrator dos governos Flávio Dino (PCdoB) e Edivaldo Holanda Jr. (PDT) nas redes sociais, o secretário estadual do PSDC no Maranhão, Alan Kardeck, também recebia dinheiro desviado da saúde estadual. É o que aponta o relatório da Operação Rêmora da Polícia Federal e os depoimentos de Valterleno Reis, apontado como operador do esquema liderado por Antônio Aragão – o doutor Milhão.


De acordo com as investigações da PF, Kardeck recebeu transferências de R$ 9.300,00 de Valterleno. O dirigente também é relacionado no interrogatório do operador, quando este é questionado por investigadores se sabia que parte do dinheiro (R$ 87 mil) sacado dos cofres do IDAC era para pagar pessoas ligadas ao PSDC. A polícia concluiu, baseada nas escutas autorizadas de Aragão, que os recursos desviados pelo instituto eram usados para pagar funcionários da legenda.



Há poucas semanas, Alan Kardeck protagonizava os programas do PSDC, sigla de aluguel fisiologicamente ligada aos interesses do clã Sarney. Foi ele quem assinou, na ocasião da prisão de Aragão, uma nota acusando a PF de armar um flagrante para “tentar manchar a imagem do partido”, mesmo depois de flagrado com R$ 2 mil em espécie entregue por Valterleno na ocasião em que foi deflagrada a Operação Rêmora.

Aldo fala das especulações sobre candidatura e PCdoB

O ex-ministro Aldo Rebelo afirmou que as especulações que tratam de uma suposta candidatura em que ele figuraria como vice de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara do Deputados, que num eventual afastamento de Michel Temer será o primeiro na linha sucessória, não passam boatos, de "conversa de botequim".

“Eu nunca discuti com Rodrigo Maia nenhuma possibilidade de ser vice dele”, disse o ex-ministro da Defesa. "As conversas de botequim são excelentes, mas não são conversas oficiais. Não estabelecem compromissos nem solução. Eu nunca discuti com o Maia nenhuma possibilidade de ser vice dele nem dele ser candidato a presidente. Nós nunca conversamos sobre isso e nunca discutimos isso também no PCdoB", enfatizou.

Ele afirma que essas especulações surgiram porque setores defendem que, na atual conjuntura de profunda crise política, se houvesse a hipótese de uma transição que acertasse uma agenda até 2018, o seu nome poderia ser indicado como vice. "Isso não aconteceu e acho muito difícil, pelo grau de antagonismo e de conflito que vive a sociedade brasileira, que isso aconteça", pontua.

Aldo enfatizou ainda que tem boas relações com Rodrigo Maia, desde os tempos em que foi líder do governo Lula e presidente da Câmara. "O DEM já votou e me apoiou na eleição para presidência da Câmara. Quando era líder do governo do presidente Lula, que precisávamos aprovar matérias muito difíceis, com dissidência inclusive do próprio PT, eu conseguia votos do DEM e do próprio PSDB para aprovar as coisas do governo do presidente Lula", conta.

E segue: "Dada a essa relação especula-se em torno dessa candidatura. Mas não existe nada oficial e nunca foi conversado. E acho muito difícil pela conjuntura, que isso venha a se viabilizar".

Aldo também reforça que as alianças são parte do processo político e que, portanto, não devem ser criminalizadas, como se tem feito nos últimos anos.

"Independentemente das relações pessoais, que são boas, as eventuais alianças políticas têm sido feitas sem que ele [Maia] tenha que abrir mão das suas convicções liberais e eu nunca precisei abrir mão das minhas convicções patrióticas e democráticas", salientou.

Saída do PCdoB

Sobre uma eventual saída do PCdoB, Aldo dispara: "No dia em que eu decidir sair do PCdoB, vou discutir em primeiro lugar com o PCdoB. Não vou fazer isso pela imprensa".

O ex-ministro disse que essa é outra conversa de botequim. "A origem dessa conversa é porque no ano passado o PCdoB tentou me fazer candidato a Presidente da República, e eu não aceitei. Debati e comuniquei ao partido que não podia aceitar por diferenças de enfoque, de agenda. A relação entre a questão nacional, democrática e social, o primado de uma sobre a outra. Eu precisa ter um discurso que alcançasse aliados possíveis para uma empreitada dessas. Então, como eu não aceitei ser candidato e tenho muitos amigos no PSB, desde o tempo do governador Arraes e do Eduardo Campos, especulou-se sobre a minha saída do PCdoB para o PSB", relatou. 



Com informações do PC do B