A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), determinou a prorrogação, por mais 180 dias, do afastamento cautelar do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (José Paulo Dantas Silva Neto).
Com a nova decisão, proferida na última quarta-feira (1º), o gestor — que está fora do cargo desde 22 de dezembro de 2025 — completará pelo menos um ano longe da chefia do Executivo municipal.
A decisão da magistrada não atinge apenas o prefeito. As medidas cautelares foram mantidas e prorrogadas para o escalão do município e o poder Legislativo:
Vice-prefeita: Janaína Soares Lima; Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (Presidente da Comissão Permanente de Licitação) e Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (Chefe do Setor de Compras) e mais oito vereadores da base de apoio do prefeito continuam afastados de suas funções.
Vice-prefeita: Janaína Soares Lima; Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (Presidente da Comissão Permanente de Licitação) e Gerusa de Fátima Nogueira Lopes (Chefe do Setor de Compras) e mais oito vereadores da base de apoio do prefeito continuam afastados de suas funções.
Seue suspensa a atuação profissional do contador Wandson Jonath Barros.
De acordo com o despacho da relatora, relatórios da intervenção estadual apontaram "fatos novos e contemporâneos"que ligam as condutas investigadas aos cargos ocupados pelos envolvidos. No caso dos vereadores, o TJMA identificou inclusive dois descumprimentos de medidas cautelares anteriores, o que reforçou a necessidade de manter o isolamento político do grupo.
De acordo com o despacho da relatora, relatórios da intervenção estadual apontaram "fatos novos e contemporâneos"que ligam as condutas investigadas aos cargos ocupados pelos envolvidos. No caso dos vereadores, o TJMA identificou inclusive dois descumprimentos de medidas cautelares anteriores, o que reforçou a necessidade de manter o isolamento político do grupo.
"Apareceram indícios de fatos novos que apontariam nexo causal e jurídico entre as supostas condutas em apuração e os cargos ocupados, contexto a justificar a manutenção da medida", destacou a desembargadora. O novo prazo de 180 dias passa a contar a partir da intimação ou até o fim da instrução processual — o que ocorrer primeiro.
Entenda o caso
A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa instalada na Prefeitura de Turilândia. O esquema envolve suspeitas graves de:
Entenda o caso
A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa instalada na Prefeitura de Turilândia. O esquema envolve suspeitas graves de:
Fraudes em licitações;
Desvio de recursos públicos;
Corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
A Justiça manteve o afastamento coletivo para garantir que os investigados não interfiram na colheita de provas ou destruam documentos essenciais para o processo.
Turilândia segue sob intervenção estadual. Desde o dia 9 de fevereiro deste ano, o município é administrado pelo defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macedo, nomeado interventor pelo próprio Tribunal de Justiça do Maranhão.
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