Acusado de feminicídio e tentativa de homicídio é condenado a 16 anos de prisão em Imperatriz




A juíza Edilza Barros Ferreira Lopes Viégas, titular da 1ª Vara Criminal de Imperatriz, concluiu ontem quarta-feira, dia 4 de outubro, a série de dez sessões do Tribunal do Júri, em mutirão promovido pela unidade judicial. O réu foi Airton Barbosa Barros, acusado de crimes de feminicídio, que vitimou Morenice Rodrigues da Silva, e tentativas de homicídio, tendo como vítimas Deynas Lopes de Sousa e Jefferson Lopes de Sousa. O réu foi absolvido das acusações de tentativa de homicídio, sendo que uma das tentativas foi desclassificada para lesão corporal. Sobre o crime de feminicídio, ele foi considerado culpado pelo conselho de sentença, recebendo a pena de 16 anos de prisão.

Destacou a denúncia que o caso ocorreu em 13 de agosto de 2021, em uma residência localizada no centro de Imperatriz. De acordo com o que foi apurado pela polícia, Airton e Morenice mantinham um relacionamento amoroso e, na data do fato, Morenice foi até a casa de Deynas e Jefferson, local onde os três permaneceram ingerindo bebidas alcoólicas na companhia de outros amigos. No mesmo dia, o denunciado foi até o local por algumas vezes à procura de Morenice e, em uma das ocasiões, teria agredido sua namorada, sendo contido por Jefferson.

Mais tarde, na parte da noite, Airton teria ido novamente à casa onde se encontravam as vítimas, desta vez, armado com uma arma branca do tipo faca. Lá chegando, teria aplicado alguns golpes em Morenice, por três vezes. Ato contínuo, Ato contínuo, os irmãos Deynas e Jefferson tentaram intervir para impedir o intento homicida do acusado, quando, então, Airton teria desferido golpes de faca também contra os dois, fugindo logo em seguida. Foi apurado que Morenice morreu no local, enquanto os outros dois buscaram atendimento médico e sobreviveram ao atentado.

MUTIRÃO

O julgamento desta quarta-feira foi o último de um mutirão promovido pela 1a Vara Criminal de Imperatriz, que tem como titular a juíza Edilza Barros Ferreira Lopes Viégas. Além da magistrada, atuaram no mutirão os juízes Pedro Guimarães Júnior, Francisco Simões, Paulo Nascimento, Marco Antônio Oliveira e a juíza Selecina Locatelli.

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