Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho abre exposição em homenagem aos blocos tradicionais



Fevereiro chegou e com ele a energia e a alegria do Carnaval do Maranhão. E aproveitando o embalo, a Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, aparelho cultural vinculado à Secretaria de Estado da Cultura (Secma), abre nesta quinta-feira (6), às 17h, a exposição ‘Sua Majestade, o Bloco Tradicional’.

A mostra ficará em exibição durante todo o mês de fevereiro no espaço Casa da Fésta, de terça a sábado (das 9h às 18h), e domingo (das 9h às 13h30), na Rua do Giz, 221, Praia Grande, Centro Histórico de São Luís.

A exposição contará com elementos característicos dos Blocos Tradicionais, como indumentárias, instrumentos, fantasias entre outros. As composições farão referência aos blocos Brasinhas, Foliões, Tremendões, Vampiros, Feras e Versáteis.

A intenção é homenagear as agremiações carnavalescas, fazendo uma viagem por toda a multiculturalidade que essas expressões carregam em si, a fim de contar um pouco da história do carnaval maranhense e sua riqueza cultural.

“A exposição, além de valorizar a cultura local e a tradição dos blocos tradicionais, visa identificá-los como um elemento único, como um elemento genuinamente ludovicense”, ressaltou a diretora do Centro de Cultura Popular, Ana Cláudia Damasceno.

O bloco tradicional é uma das expressões mais antigas da cultura popular maranhense e remonta a década de 1920, quando as chamadas ‘turmas’ saiam pelas ruas de São Luís. Depois a brincadeira se popularizou. Nos anos 60, a cidade já contava com mais de 60 blocos nessa categoria. Suas apresentações acontecem na passarela do samba, nas ruas e bailes, e em outras épocas fora do período carnavalesco.

Conhecidos pelo ritmo peculiar, os blocos tradicionais utilizam instrumentos de percussão típicos como tambor contratempo, retintas, cabaças, reco-recos, agogôs, ganzás, maracás, rocas, afoxés e apitos. A mistura resulta em diversos estilos musicais. Os figurinos também são caracterizados pela exuberância, sejam nas golas, mantos, chapéus, camisões, cangas, perneiras ou botas.

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