quarta-feira, 6 de junho de 2018

Durante entrevista pré-candidato professor Odair, dispara: "Dei minha contribuição, mas um projeto maior me chama."


Após deixar o comando da Comissão Central Permanente de Licitação (CCL), do governo Flávio Dino, o professor Odair José (PC do B) coloca mais uma vez o seu nome a prova ao concorrer a uma vaga para deputado estadual nas próximas eleições de outubro. Consciente do dever cumprido, ele dispara: "Dei minha contribuição", referindo-se a qualificação dos servidores e a economia de recursos no setor de compras do governo. Odair entende que um dever maior o chama, e que a responsabilidade é de não deixar o Maranhão voltar a sofrer as consequências de um passado ruim, que dominou o estado. Confira a entrevista completa.


Deixar um cargo tão importante como a presidência da CCL para se lançar na disputa eleitoral é um passo difícil. Como você avalia essa decisão?

Acho que cumpri as tarefas que me foram confiadas pelo governador Flávio Dino e dei minha contribuição ao governo, especialmente na qualificação de servidores e na economia de recursos no setor de compras, mas o sonho de um projeto de maior alcance social, nesse momento, me chama. O Maranhão está em um momento que não podemos retroceder. Não podemos deixar que os males do passado voltem a dominar, por isso é preciso que mais pessoas ocupem os espaços políticos para defender projetos que melhoram realmente a qualidade de vida das pessoas.

Você tem uma ligação muito forte com a sua cidade, Anajatuba. Você avalia que a Baixada Maranhense e seus entornos têm a necessidade de representação parlamentar que conheça bem realidade da região?

De todas as regiões do Maranhão, a Baixada Maranhense sempre foi, historicamente, a mais esquecida pelos governantes e por isso as demandas são muitas. Por outro lado, temos poucos representantes políticos que têm vínculo com a região, que necessita de projetos de desenvolvimento econômico, preservando suas riquezas naturais. Projetos que explorem vocação da região para a produção de peixe, para a agricultura de várzea, o ecoturismo, além de outros que precisam ser desenvolvidos nas grandes estiagens, garantindo mais qualidade de vida ao povo da Baixada.

Na educação, sua forte identidade, pela história que construiu na área como sindicalista, como você avalia a realidade hoje?

Há cerca de cinco anos, o Maranhão foi notícia nacional diante do resultado do último Censo do IBGE, com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) e menores índices educacionais. Todas as ações imediatas do governador Flávio Dino foram voltadas à mudança dessa realidade, por isso criou o Mais IDH e o Escola Digna, projetos de grande importância social, que, a médio prazo, tiram o Maranhão desse patamar negativo. Temos hoje a valorização dos profissionais de educação, com o maior salário para o magistério entre as redes estaduais do Brasil. Cerca de 80% das escolas foram reformadas, foram criados 13 IEMAS, que dão oportunidades para o ensino médio em tempo integral e profissionalizante. E muitos outros avanços. Mas, para um estado como o Maranhão, com suas grandes dimensões geográficas e muitas décadas de atraso, é preciso muito mais tempo com essa política de avanços para que possamos ir para o topo das pesquisas com os melhores índices sociais.

Embora tenha tido muitos avanços, ainda há muito a fazer na educação para que o Maranhão desponte entre os melhores índices educacionais. Na sua avaliação, o que falta?

Uma parceria institucional maior entre os poderes e entre as esferas de governo. Um Legislativo forte, caminhando na mesma direção da política de avanços, uma parceria institucional entre Estado, Municípios e União, priorizando o que a população mais precisa, como educação, saúde e geração de renda, abriremos caminhos para melhor qualidade de vida, construindo mais escolas dignas, mais ações para melhorar o IDH, mais saneamento, mais água potável, mais espaços de saúde e mais educação, com mais vagas para concursos públicos e mais acesso ao ensino médio profissionalizante, que abre oportunidades aos jovens para o mercado de trabalho. Tudo isso reflete positivamente também na segurança pública, por exemplo.

Em que uma representação parlamentar, que seja a porta-voz da educação no Legislativo, pode contribuir?

Com a perspectiva de contribuir em todos os projetos que são importantes para a sociedade. Apresentar propostas que melhoram a qualidade de vida das pessoas em todos as áreas. Os interesses da coletividade acima de qualquer outro interesse. Sempre observando que não é possível avançar nas outras políticas sem uma política educacional adequada.

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