segunda-feira, 16 de abril de 2018

Blogueiros distorcem supostas anotações de Mariano para caluniar Flávio Dino, Carlos Lula e Cleomar Tema



                 O médico Mariano de Castro Silva: depressão e suicídio
Se alguém cometeu algum crime, não foi o blogueiro Neto Ferreira, mas quem vazou as supostas anotações do médico Mariano de Castro Silva, especialmente se foi um dos seus advogados, que teria rompido o sigilo e a confiança com o seu cliente.
A divulgação feita por Ferreira não é um caso de polícia, mas do conjunto da sociedade pelo desprovimento ético da sua publicação e de suas conclusões absurdas e caluniosas contra o governador Flávio Dino, o prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, e o secretário de estado da Saúde, Carlos Lula.
Ele e outros blogueiros da mesma estirpe afirmaram em seus sites que o suposto texto do médico revela a participação dos quatro, entre outros políticos e autoridades do estado, no esquema que desviou R$ 18 milhões da saúde pública, segundo a Polícia Federal.

Blog do Neto Ferreira
E tudo a partir de um trecho, onde Mariano teria anotado a necessidade de “conversar com Rafael e Thiago… Para Pinto e Tema ir a Lula e Flávio Dino… A culpa não pode ficar só comigo…”.
Foi o suficiente para alimentar a sanha dos ditos-cujos, financiados pelas hordas do atraso
Ora, desde quando o médico avisar que não será o único culpado, incrimina o governador, o secretário e os políticos a quem teoricamente ele manda o recado?
Desde quando uma ameaça feita de maneira aleatória e sem qualquer indício que lhe dê sentido é um atestado de culpa?

      Trecho das anotações onde o médico Mariano cita o governador Flávio Dino
Nas dez páginas do manuscrito, onde ele narra como teria funcionado o esquema, não há uma única citação que possa, no mínimo, coloca-los sob suspeita, como fez ao apontar o dedo, embora não passe de suposições, para o ex-gestores da SES, Marcos Pacheco e Rosângela Curado.
Escrito, segundo Neto Ferreira, no período em que esteve preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o texto não tinha a finalidade de comunicar à sociedade a sua versão dos fatos, e sim a de oferecer subsídios para seus advogados, conforme se observa por sua estrutura, tamanho, caligrafia confusa, suposições, e ausência de sobrenome dos acusados.
Mas, para dar ares de escândalo às denúncias e justificar a sua publicação, o blogueiro transformou as anotações em carta, onde o médico tornava público a “engenharia” do descaminho da verba destinada para a saúde do Maranhão.

Blog do Marcos D’Eça
No entanto, por mais reprovável que seja a sua atitude, ele não pode ser preso e obrigado pela PF a quebrar o sigilo da fonte, uma garantia constitucional que protege a atividade jornalística, e não o jornalista.
É o caso dos blogs, que mesmo com a falta de um código de conduta que regulamente a atividade dos blogueiros, estão constitucionalmente protegidos enquanto meios de divulgação de notícias.
                                              Servos do atraso
Sem qualquer critério ético, o resultado é uma avalanche de baixarias disfarçadas de reportagens, o que não pode ser confundido com a livre manifestação do pensamento.
E, por se tratar de um ano político é que o bicho fica solto, não importando a dor alheia.

Blog do Luís Cardoso
Animalescos, em um completo ataque sem qualquer respeito ao sentimento da família, alguns blogs dessa seara não tiveram o menor pudor em sugerir que o  médico Mariano se suicidou para atingir o governador Flávio Dino; e não pela impossibilidade existencial de encontrar uma outra saída para a situação de extremo sofrimento provocada por sua prisão e achincalhe público a que foi submetido.
Ao noticiar que próximo ao corpo foi encontrado uma carta, onde normalmente o suicida se despede, perde perdão e tenta dar algum sentido ao absurdo do seu ato, esses servos da oligarquia disseram que poderia ser mais um “novo documento que entrega todas as pessoas do governo que sabiam ou participaram diretamente dos desvios do dinheiro público”.

Do blog do Garrone

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário aqui.