quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

OPERADOR DO PSDB MANTINHA R$ 113 MILHÕES NA SUÍÇA





O rastro do dinheiro da corrupção das décadas de comando do PSDB em São Paulo está cada vez mais evidente; apontado como operador dos tucanos, o ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, tinha R$ 113 milhões em contas na Suíça; juíza do caso disse ver fortes indícios da prática de crimes, "bem como o enriquecimento injustificado do investigado"; informações foram repassadas pelas autoridades do país europeu, que colabora com a Justiça brasileira; Paulo Preto também é investigado em inquérito sob suspeita de ser operador do senador José Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos do Rodoanel

Documentos enviados ao Ministério Público Federal em São Paulo por autoridades da Suíça revelam que o ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, tinha R$ 113 milhões em contas naquele país.

Paulo Preto é investigado em inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de ser operador do senador José Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos do Rodoanel, obra viária que circunda a capital paulista. Ele comandou a Dersa, responsável pela obra, em governos tucanos, e também é investigado em São Paulo.

O montante descoberto na Suíça consta de uma decisão de outubro passado da juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, que foi anexada ao inquérito no STF pela defesa de Paulo Preto na terça-feira (20).

Segundo essas informações, "em junho de 2016 as quatro contas bancárias atingiam o saldo conjunto de cerca de 35 milhões de francos suíços, equivalente a R$ 113 milhões, convertidos na cotação atual".

Em fevereiro do ano passado, tais valores, segundo as informações vindas da Suíça, foram transferidos para um banco em Nassau, nas Bahamas.

A juíza disse ver fortes indícios da prática de crimes, "bem como o enriquecimento injustificado do investigado", e decidiu na ocasião autorizar uma cooperação internacional com a Suíça, além da quebra do sigilo bancário de Paulo Preto, a fim de obter todas as informações sobre as movimentações bancárias.

As informações são de reportagem de Reynaldo Turollo Jr e Rubens Valente na Folha de S.Paulo.


Fonte: 247

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