segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

CHINA PREPARA TERRENO PARA XI PERMANECER INDEFINIDAMENTE NA PRESIDÊNCIA





O Partido Comunista da China preparou o terreno para que o presidente Xi Jinping fique no cargo indefinidamente, com uma proposta de remover uma cláusula constitucional que limita o serviço presidencial em apenas dois mandatos no cargo

Por Ben Blanchard e Sue-Lin Wong – PEQUIM (Reuters) – O Partido Comunista da China preparou o terreno para que o presidente Xi Jinping fique no cargo indefinidamente, com uma proposta de remover uma cláusula constitucional que limita o serviço presidencial em apenas dois mandatos no cargo.

Desde que assumiu o cargo há mais de cinco anos, Xi supervisionou uma reorganização do partido, incluindo a retirada de líderes já vistos como intocáveis como parte de sua guerra popular à corrupção enraizada.

O anúncio de domingo, realizado pela agência de notícias estatal Xinhua, forneceu poucos detalhes. Ele disse que a proposta foi feita pelo Comitê Central do partido, o maior de seus órgãos de elite. A proposta também cobre a posição de vice-presidente.

Xi, de 64 anos, é cobrado pela constituição da China a renunciar como presidente após dois mandatos de cinco anos. Aproximando-se do final de seu primeiro mandato, ele será eleito formalmente a um segundo no encontro anual de abertura do Parlamento da China, em 5 de março.

Não há limite para seu mandato como chefe militar e do partido, ainda que a norma seja um máximo de 10 anos de mandato. Ele iniciou seu segundo mandato como chefe do partido e do exército em outubro, ao final de um congresso do partido que acontece uma vez a cada cinco anos.

Zhang Lifan, um comentarista de história e política, afirmou que a notícia não era inesperada, e que era difícil prever exatamente quanto tempo Xi poderia ficar no poder.

“Em teoria ele pode servir mais tempo que Mugabe, mas na realidade, ninguém tem certeza exatamente do que irá acontecer”, disse Zhang, referindo-se ao ex-presidente do Zimbábue cujas quatro décadas no cargo acabaram em novembro, após o exército e seus ex-aliados políticos atuarem para retirá-lo.

Ainda que comentários positivos preencheram a seção de comentários nas páginas dos meios de comunicação da mídia estatal, como o People’s Daily, a medida não foi bem-vinda por todos no serviço tipo Twitter da China, o Weibo.

“Se dois mandatos não forem suficientes, então eles podem inserir um terceiro mandato, mas é preciso haver um limite. Se livrar dele não é bom!”, escreveu um usuário do Weibo.



Fonte: 247

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário aqui.