sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Grevistas mostram desespero por falta de adesão de professores à paralisação


Membros do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação) mostram sinais claros de que estão desesperados para conseguir dar visibilidade para uma greve fracassada. Irritados com a falta de adesão dos professores, os sindicalistas decidiram invadir a sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed) na manhã de ontem quinta-feira (24), mas pedem ajuda até para conseguir manter gente no local.

Desde o início da paralisação, que já dura cerca de um mês, eles vinham passando vergonha indo até as escolas tentar convencer os professores de apoiar o movimento, mas não obtiveram sucesso. Agora, porém, passaram dos limites. Com truculência, os grevistas decidiram ocupar a Semed, atrapalhando o andamento do trabalho na repartição.

Os membros do Sindeducação tomaram a medida extrema alegando querer manter o diálogo com a Prefeitura de São Luís, mas a gestão municipal já deixou claro que o canal de negociação sempre esteve aberto, no entanto, é o sindicato que não quer conversar diante do panorama apresentado.

A falta de adesão é tão nítida e o sentimento dos grevistas tão desesperador que circula nas redes sociais mensagem do sindicato pedindo ajuda para que se consiga manter gente na ocupação do prédio da Semed.


Além do comando de greve agir de maneira destemperada, a pequena parte dos grevistas que insiste em continuar uma paralisação que nem a própria categoria dá atenção, ainda estão descumprindo decisão judicial que determinou a volta imediata às salas de aulas.
Os grevistas querem reajuste salarial, mas além da crise econômica não permitir que neste momento seja concedido novo reajuste, os professores da rede municipal já recebem acima do piso nacional. Enquanto no país o piso para professor do ensino básico (nível médio) com carga horária de 40h é de R$ 2.298,80, em São Luís é de R$ 2.815,76 para nível médio e R$ 4.652,84 para nível superior, sendo que, por causa do investimento na qualidade da educação, a própria rede municipal local não permite mais que os professores passem a integrar o quadro com apenas nível médio.


A Prefeitura mostra também que outros benefícios foram concedidos, como progressões verticais e horizontais. Já foram mais de 12 mil direitos estatutários para a classe, entre esses titulações e gratificações, como parte da política de valorização dos profissionais do magistério.
Os avanços a favor da categoria e ainda os investimentos na educação como reformas de escolas - já foram 60 e a expectativa é que totalizem 120 até o fim do ano - e capacitação dos profissionais de educação levaram a maioria da categoria a não aderir à greve e assim não prejudicar o ano letivo das crianças do ensino básico de São Luís.

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