sexta-feira, 7 de julho de 2017

Governo e movimentos sociais realizam 2ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres




Depois de mais de três décadas da primeira conferência sobre o tema, o Governo do Estado promove a 2ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres (Cesmu), sob a temática “Saúde da Mulher: desafios para integralidade com equidade”. Com o encontro, as secretarias de Estado da Saúde (SES) e da Mulher (Semu) e os conselhos estaduais da saúde e da mulher retomam com os movimentos sociais discussões sobre a ampliação do acesso das mulheres, em todos os segmentos, aos serviços públicos de saúde.

A conferência e todas as outras discussões prévias realizadas com movimentos sociais sobre o assunto contribuirão com a construção da Política Estadual de Saúde da Mulher. Além das que participaram das conferências livres, mais de duas mil mulheres foram mobilizadas durante as etapas macrorregionais, realizadas em sete territórios, que abrangem as 19 Unidades Regionais de Saúde (URS). As propostas debatidas nos encontros serão alinhadas na etapa estadual, que pretende reunir cerca de 400 mulheres, e levadas para a conferência nacional, em Brasília.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, que esteve na abertura da conferência representando o governador Flávio Dino, a intenção do poder público estadual é estabelecer uma lei que institua uma política que favoreça as mulheres. “Por 31 anos, o estado se calou para esse debate. Este é um silêncio que dói ter de reconhecer. Por isso, a gente faz questão de ouvir vocês para elaborar um projeto de lei e, assim, definir uma política de estado e não política de governo”, destacou o secretário.

A secretária de Estado da Mulher e primeira secretária do Conselho Estadual da Mulher, Laurinda Pinto, reforçou que a discussão leva em consideração a diversidade das mulheres. “Chegamos a um momento importante de processo de trabalho, depois de termos trilhado um diálogo nas conferências macrorregionais. Ficamos anos sem esse espaço para dialogar especificamente sobre a nossa política de saúde para as mulheres. Por determinação governamental, promovemos esse debate, mobilizando a sociedade civil e dando direito de fala a essas mulheres”, ressaltou.

A programação da etapa estadual do encontro inclui debates sobre o papel do Estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental e seus reflexos na vida e na saúde das mulheres; o mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres; vulnerabilidades e equidade na vida e na saúde das mulheres; e Políticas públicas para as mulheres e a participação social. As propostas serão encaminhadas para a conferência nacional por meio da delegação maranhense e as discussões possibilitarão, a nível estadual, a elaboração de um projeto de lei que institua a Política Estadual de Saúde da Mulher.

“Estamos realizando esse encontro em meio a um cenário que ameaça conquistas e direitos já consagrados por meio de protocolos e leis. Por isso, essa conferência também é uma conferência de resistência e afirmação de nenhum direito a menos. Esperamos vocês com suas histórias de vida, de luta e sua pluralidade e diversidade lá em Brasília para, juntas, resistirmos e lutarmos por nossos direitos”, disse Katia Souto, da comissão organizadora da Conferência Nacional de Saúde da Mulher.

A solenidade de abertura contou, ainda, com a presença da subsecretária de Estado da Saúde, Karla Trindade; do secretário de Estado de Projetos Especiais, Marcos Pacheco; da reitora da Universidade Federal do Maranhão, Nair Portela; da secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe; da deputada e procuradora da mulher da Assembleia Legislativa, Valéria Macedo; da presidente do Conselho Estadual da Mulher, Lúcia Gato; do vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Antônio Pereira; da conselheira estadual de Saúde, Raimunda Rudakoff; da representante do segmento das meninas, Maria Alice Borges; e da coordenadora do Coletivo de Mulheres com Deficiência, Deline Cutrim.

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