terça-feira, 20 de junho de 2017

Rubens Junior defende bonificação no Enem para estudantes maranhenses


O deputado federal Rubens Junior (PCdoB) defendeu, no plenário da Câmara, a garantia de uma bonificação de 20% do total da nota alcançada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aos estudantes oriundos de escolas de todo o Maranhão. “O que o sistema de bonificação representa é uma política de estímulo, uma política afirmativa e não uma política de segregação, ou seja, não haverá nenhum impeditivo para o ingresso dos alunos de outras regiões na Universidade”, disse.

Aconteceu, nessa terça-feira (20), na Câmara Municipal de Imperatriz, audiência pública para debater o tema, que contou com a presença do Conselho Universitário da UFMA, deputados, vereadores, juristas, professores, estudantes e comunidade em geral. Desde a adoção do Enem como porta de entrada para a UFMA, muitas vagas acabam sendo ocupadas por alunos de outros estados, de outras regiões, que acabam, na maioria dos casos, deixando o Maranhão mesmo antes de concluir os cursos.

Várias universidades do país já adotaram essa política afirmativa, que visa garantir que a maioria das vagas dos cursos sejam ocupadas por estudantes do próprio estado. A proposta já foi apresentada pelo deputado estadual Marco Aurélio, que está à frente da Frente Parlamentar em Defesa da Bonificação, à reitora da UFMA, Nair Portela.

Na cidade de Imperatriz, por exemplo, onde dos 292 alunos do curso de medicina da UFMA, apenas 42 são da região. Sem contar a grande evasão que ocorre no decorrer do curso, pois no primeiro período que concluiu há poucos meses no campus de Imperatriz, dos 40 alunos matriculados durante o início do curso, 12 já retornaram para suas regiões de origem.

Ainda segundo Rubens Junior, é de conhecimento de todos que os cursos de medicina nas universidades federais foram criados como parte de uma política de saúde regional, que tem por finalidade desenvolver a saúde das regiões beneficiadas, mas isso não tem acontecido no Maranhão. “Temos urgência em reverter esse quadro, mas na atual conjuntura isso não será possível”, finalizou.

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