segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cara de "Pau": 'Se quiserem, me derrubem', afirma Temer



Temer debocha e ironiza os brasileiros!

À Folha, o presidente voltou a negar uma saída voluntária do governo e disse que regra de corte para investigados não valerá para ele. Temer debocha e ironiza os brasileiros!


DA REDAÇÃO, COM EDIÇÃO DO BLOG

O presidente Michel Temer se mostra cada vez mais certo de uma permanência no governo mesmo após as delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista que abalaram o Planalto. Em uma entrevista à "Folha de S. Paulo" divulgada nesta segunda-feira (22), Temer disse não ter cometido crime de prevaricação por ouvir "muitas besteiras" e que se renunciar, será uma declaração de culpa.

Veja alguns pontos da entrevista:

Repórter: O senhor estabeleceu que ministro denunciado será afastado e, se virar réu, exonerado. Caso o procurador geral da República o denuncie, o senhor vai se submeter a essa regra?


Michel Temer: Não, porque eu sou o chefe do Executivo. Os ministros são agentes do Executivo, de modo que a linha de corte que eu estabeleci para os ministros, por evidente não será a linha de corte para o presidente.

Mas o senhor voluntariamente poderia se afastar.

Não vou fazer isso, tanto mais que já contestei muito acentuadamente a gravação espetaculosa que foi feita. Tenho demonstrado com relativo sucesso que o que o empresário fez foi induzir uma conversa. Insistem sempre no ponto que avalizei um pagamento para o ex-deputado Eduardo Cunha, quando não querem tomar como resposta o que a uma frase dele em que ele dizia: "Olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha".

E eu disse: "Mantenha isso". Além do quê, ontem mesmo, o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu (dinheiro) a ele (Joesley) e muito menos a mim. E até o contrário. Na verdade, ele me contestou algumas vezes. Como eu poderia comprar o silêncio, se naquele processo que ele sofre em Curitiba, fez 42 perguntas, 21 tentando me incriminar?


O Joesley fala em zerar, liquidar pendências. Não sendo dinheiro, seria o quê?

Não sei. Não dei a menor atenção a isso. Aliás, ele falou que tinha (comprado) dois juízes e um procurador. Conheço o Joesley de antes desse episódio. Sei que ele é um falastrão, uma pessoa que se jacta de eventuais influências. E logo depois ele disse que estava mentindo.
Não é prevaricação se o senhor ouve um empresário dentro da sua casa relatando crimes?

Você sabe que não? Eu ouço muita gente, e muita gente me diz as maiores bobagens que eu não levo em conta. Confesso que não levei essa bobagem em conta. O objetivo central da conversa não era esse. Ele foi levando a conversa para um ponto, as minhas respostas eram monossilábicas.
É moralmente defensável receber tarde da noite, fora da agenda, um empresário que estava sendo investigado?
Eu nem sabia que ele estava sendo investigado.

O senhor não sabia?
No primeiro momento não.


Nos últimos dias, o senhor veio numa escalada nas declarações. Acha que a Procuradoria Geral armou para o senhor?

Eu percebo que você é muito calma (risos). Espero que você jamais sofra as imputações morais que eu sofri. Eu estava apenas retrucando as imprecações de natureza moral gravíssimas, nada mais do que isso. Agora, mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa.

Como o senhor está sentindo a repercussão de seus dois pronunciamentos, mais incisivo?


Olha, acho que eles gostaram desse novo modelito (risos). As pessoas acharam que "enfim, temos presidente.



Fonte: O TEMPO

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