quinta-feira, 23 de março de 2017

Mulheres são as principais vítimas da reforma na Previdência





O governo Michel Temer vem adotando políticas que afetam drasticamente a vida dos trabalhadores e ameaçam conquistas históricas. Entre os males, destaca-se a reforma da Previdência, que, se for aprovada, prejudicará toda a classe trabalhadora, especialmente as mulheres, que terão idade mínima de aposentadoria aumentada e igualada aos homens, mesmo diante da jornada excessiva de trabalho, acumulando tarefas profissionais e domésticas.

Além da idade mínima aumentada de 55 para 65 anos, para ter aposentadoria integral, o tempo de contribuição das educadoras, por exemplo, elevará de 25 para 49 anos. Na prática, a medida acabará com a aposentadoria especial dos professores, direito conquistado às custas de muita luta.
As mulheres trabalham mais, ganham menos, sofrem mais preconceitos, e ainda assim o governo pretende acabar com o direito que permite a elas a aposentadoria antes dos homens.

A reforma da Previdência é mais um ataque que confirma o descaso do governo Temer com relação à realidade das mulheres brasileiras, que cumprem duas ou três jornadas, somando o trabalho profissional, os cuidados com a família, entre outras funções domésticas que a maioria das mulheres é obrigada a cumprir sozinha, sem ajuda dos parceiros.

Estatísticas comprovam que, em média, as mulheres trabalham 39 dias a mais, por ano, que os homens e ganham 20% a menos. Na área rural, a diferença é ainda maior. As mulheres levantam ainda mais cedo que os homens para preparar todas as tarefas antes de saírem para a jornada fora de casa. Nas últimas décadas, o número de famílias em que a chefe da casa é a mulher, vem crescendo, absurdamente, diante das separações entre casais, quando, na maioria dos casos, a mulher assume a responsabilidade pelos filhos.

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