quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Desmonte golpista: pobres perdem vez, no Minha Casa Minha Vida


De cada 10 apenas 3 moradias serão para os mais pobres.


Com o pacote de desmonte instalado no país do governo sem voto, Michel Temer investe contra o maior programa de habitacional já criado por um governo no mundo, o Minha Casa Minha Vida. 

Com a consolidação do desmonte, não iremos mais ver o semblante sofrido do trabalhador, pai mãe de família conquistando sua primeira casa própria, após anos de penúria.

Temer reajustou as faixas mais altas pela inflação do período, aumentando o teto de acesso ao programa, passando de R$ 6 mil para R$ 9 mil de renda total. Ou seja: a parcela da população com baixa renda vai ficando de fora do programa criado para eles.

O governo da mentira começa desmontar o programa com o anúncio de "boa notícia", (que a Rede Globo quer fazer a população engolir), da oferta da construção de 600 mil novas unidades habitacionais para esse ano. Na verdade, essa é uma tentativa de transformar o programa  MCMV em um programa de crédito imobiliário, é o fim do programa que vai passar a  beneficiar uma parcela privilegiada, de classe média alta.

Esta é sem dúvida mais uma prova de que esse governo pretende fazer uma devassa geral nas políticas públicas sociais construídas até aqui (diga-se, não pelo governo golpista). Movimentos sociais e entidades representativas da sociedade civil tem se manifestado contra o pacote de maldades preparado por Michel Temer. Sobre o tema a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), em nota à imprensa, denuncia a estratégia do governo para retirar o acesso a habitação de quem mais precisa.


Confira abaixo um trecho do comunicado:

Antes, de cada 10 moradias que o governo apoiava 6 eram para quem ganhasse até R$ 1.800,00 e 4 para as demais faixas de renda. Agora, de cada 10 moradias, 3 serão para os mais pobres e 7 para a classe média e os ricos.

Foi anunciado um pacotão pró mercado imobiliário que tende a aumentar o preço da terra, a elitizar ainda mais a construção de novas moradias por empresas privadas.

E, por que tanta alegria na cobertura da mídia? Porque eles precisam passar a impressão de que o governo está trabalhando. Que o golpe valeu a pena. Que daqui pra frente, novos empregos serão gerados e tudo vai melhorar. Mas, com medidas como essas, a única coisa que vai acontecer é o aumento da desigualdade e da exclusão nas periferias.

E o Minha Casa Minha Vida dos mais pobres? Para esta faixa não foi anunciado nada de novo. Os programas Minha Casa Minha Vida Entidades e Minha Casa Minha Vida Rural terão apenas 35 mil unidades cada. Hoje há mais de 300 mil unidades em análise aguardando contratação. Ou seja, os pobres que esperem.

Desmonte completo


Além de negar o acesso do Minha Casa Minha Vida aos mais pobres, o número de moradias que serão construídas passou de 750 mil por ano para 610 mil. Ou seja, foi reduzido em 20%.

Enquanto a miséria e o desemprego aumentam, mais pessoas são despejadas nas ruas, todos os dias.  E o  governo golpista segue ignorando números devastadores e beneficiando uma pequena, gorda e rica parcela da população.

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