quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ministro Teori Zavascki morre em acidente de avião no RJ







O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o nome do ministro Teori Zavascki estava na lista de passageiros de um avião que caiu em Paraty, no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (19). Familiares do ministro confirmaram que ele estava mesmo na aeronave e morreu. Segundo informações da imprensa, Teori, relator da Operação Lava Jato no Supremo, havia interrompido suas férias para analisar e pegar documentos referentes à delação da Odebrecht em São Paulo.

Segundo noticiou a imprensa, o ministro estava de férias e sua assessoria não tinha informações sobre seu paradeiro. Já a assessoria de imprensa da FAB (Força Aérea Brasileira) comunicou que o avião de modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília).

De acordo com funcionários do aeroporto de Paraty, a aeronave caiu no mar por volta das 13h30, momento em que chovia na região. Ao todo cinco pessoas estavam a bordo da aeronave.

Segundo informações disponíveis no site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Beechcraft C90GT tem capacidade para sete passageiros, além do piloto. É um avião bimotor turboélice fabricado pela Hawker Beechcraft. A aeronave PR-SOM está registrada em nome da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras Limitada.

De acordo com a FAB, uma equipe do Seripa-3 (Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está investigando o acidente.


O Globo publicou matéria divulgando que ministro estava com documentos da Lava Jato

Matéria publicada na quarta-feira (18) em O Globo afirmava que o ministro Teori teria interrompido suas férias para analisar a delação da Odebrecht. Segundo o jornal, “o ministro interrompeu as férias para analisar a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht. Ele já determinou o início das audiências com os depoentes, que devem começar na próxima semana. Nessa fase, os delatores não precisam entrar no mérito das denúncias, precisam apenas informar se foram coagidos ou não a firmar o acordo de delação com o Ministério Público”.

Segundo informações do grupo Folha divulgadas ontem, “até semana passada, os 800 depoimentos que compõem o processo estavam reunidos em uma sala-cofre no terceiro andar do edifício-sede do tribunal, ao lado do gabinete da presidenta, a ministra Cármen Lúcia. Atualmente, parte do material está em posse de Teori. Quando o ministro estava de férias, a equipe dele, formada por juízes e servidores de confiança, já tinha começado a analisar o material. A ordem de Teori, cumprida à risca pela equipe, foi não conversar com ninguém sobre o assunto, para evitar vazamento do conteúdo das delações”.

A matéria diz ainda que no dia em que recebeu os documentos, “o ministro já demonstrava preocupação com o vazamento de algumas informações da delação” e teria dito: “Pelo que vi, não foi propriamente um depoimento que foi vazado. Pelo que eu vi. Mas, de qualquer modo, é lamentável que estas coisas aconteçam. É lamentável!”, afirmou em uma rara declaração à imprensa sobre a Lava Jato.



Com informações das agências, Terra, Reuters, BBC Brasil e O Globo

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