quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Vitória do republicano Donald Trump confirma um novo fenômeno mundial



A vitória do republicano Donald Trump confirma o início de uma nova era mundial (fenômeno mundial),  o avanço da  direita conservadora. Carregada de um simbolismo que é crescente em todo o mundo. À exemplo de grandes potências, seja na Europa como França e Alemanha ou  na America Latina com o Brasil e a Argentina.

Por aqui, Michel Temer governa com a maioria no Congresso. Assim como Trump também vai contar com a maioria  no Senado norte americano. Esta condição de maioria política predominantemente de direita, significa um risco de descontinuidade de acordos internacionais políticos e  materialização dos planos da direita conservadora em todo o mundo. Planos que vão de encontro aos temas que facilitam esses pactos internacionais que há muito tempo vêm sendo construídos com  países mais pobres como México e Cuba por exemplo.

Política externa do ódio e radicalização

 Durante a sua campanha eleitoral Donald Trump, alimentou um discurso ofensivo aos imigrantes em geral e chegou ao absurdo de  prometer construir um muro na fronteira com o México, que impediria os mexicanos entrarem no seu país, o que configura-se em uma política de ódio ao estrangeiro, e espalha o temor no restante do mundo. Além estimular ainda mais a radicalização contra todos os países que ocupam o cinturão da pobreza, especialmente os das regiões da América Latina, África e Ásia.

Política de combate aos direitos dos trabalhadores

Já aqui no Brasil, Michel Temer confirma inicialmente a abertura de trinta e quatro concessões públicas ao capital estrangeiro. A ordem é privatizar tudo que for possível no país. E em relação à classe trabalhadora, que se dane! A privatização é mais um plano em curso no país,  que visa a extinção dos contratos de trabalho, o objetivo é acabar com a CLT, acabando os direitos constitucionais da classe trabalhadora.

Só assim extirpariam os sindicatos que deixariam de existir. Acabando em grande parte com os "problemas", desse governo sem voto. Mais uma prova desse absurdo em andamento no país é o Projeto de Lei 5230/13, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que viola a Consolidação das Leis do Trabalhistas (CLT) e antecipa a terceirização em atividades-fim. Inicialmente o experimento é com os salões de beleza, se a moda pegar, logo se estenderá para as demais atividades.

Sabemos que essa política de repressão e intolerância às classes chamadas "minorias", que são os trabalhadores, (a maioria na verdade), independentemente do país ou continente, são construídas de forma subliminar ou seja (tudo em nome do progresso, do crescimento, terceirização, etc), uma forma de ludibriar a opinião pública para efetivação de seus intentos de domínio classistas.

Em relação Donald Trump, a esperança é que a intolerância pregada em sua campanha eleitoral seja neutralizada pelas condicionantes do exercício do cargo de presidente da maior potência econômica mundial. Consolidada a sua vitória, é esperar e ver que tom ele dará ao seu governo.

No caso do governo Temer, é torcer também para que os planos mais tenebrosos desse governo não se efetive. Pois é inconcebível e deveria ser inconstitucional um governo construído a partir de um Golpe, um presidente sem voto, fechar questão na aprovação de políticas públicas que irão modificar a vida dos brasileiros por duas décadas, como é o caso a PEC 241/16, que congela por vinte anos os investimentos em áreas como saúde e educação.

 Uma verdadeira violação dos direitos previstos na Constituição de 1988. Isso sem contar as mudanças no Ensino Médio, sem consultar aos estudantes e seus representantes, como instituições e conselhos.

 Essa nova configuração da política confirma lamentavelmente o fenômeno mundial de intolerância entre as classes. Trata-se do etnocentrismo em crescimento, o que podemos classificar como uma bomba relógio para uma possível Terceira Guerra Mundial... E que os anjos maus, não nos ouçam.








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