terça-feira, 4 de outubro de 2016

Governo firma convênio com o ITA com objetivo de ampliar a participação feminina nas áreas de ciência e tecnologia






Visando incentivar a participação feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia e Engenharia, o Governo do Estado firmou convênio com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) com o objetivo de ampliar o ingresso de mulheres em cursos de engenharia, matemática, manufatura e design. O ITA é a única instituição de ensino escolhida na América Latina para desenvolver ações práticas voltadas à melhoria desse cenário profissional. O financiamento é da Johnson & Johnson, criadora do projeto STEM2D do qual o instituto é parceiro.

O convênio foi firmado na última semana na sede da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) durante reunião coordenada pelo secretário Jhonatan Almada e contou com a participação da chefe da Divisão de Extensão do ITA, Mariângela Lima, e da vice-coordenadora do projeto de Apoio a Mulheres em STEM2D, Neusa Maria Franco de Oliveira.

“É uma parceria fundamental entre o ITA e o Governo, pois o instituto tem toda expertise no desenvolvimento de projetos na área da ciência, matemática, tecnologia e designer. Será uma transferência de experiência educacional para os professores do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), que serão multiplicadores junto com os estudantes do Iema, que também serão multiplicadores”, disse Jhonatan Almada.

O projeto STEM2D contempla nove instituições no mundo. No hemisfério Sul, somente o ITA faz parte. O projeto tem cunho educacional e motivacional, já que há poucas mulheres nesta área. Ele ocorrerá com professores do ITA que passarão conhecimentos para docentes e alunos do Iema incentivando a participação das alunas na área de engenharia, tecnologia, matemática e áreas afins.

Jhonatan Almada destacou que com o convênio, o Governo do Estado busca alcançar uma igualdade de gênero na formação, capacitação e qualificação das mulheres, incentivando cada uma delas a ingressar nessa carreira. “Mais mulheres formadas na área da ciência implica um maior processo de igualdade de gênero, de inclusão, de democratização do poder do conhecimento para as mulheres”, disse. O público feminino representa apenas 28% do total de alunos nos cursos de engenharia, de acordo com o Censo de Educação Superior divulgado em 2014.

Projeto


O projeto é desenvolvido por professoras e tem a participação de 21 alunas na área da engenharia. A ideia é trabalhar com a área técnica e social, aplicando conhecimentos da engenharia na comunidade e em competições nacionais e internacionais.

As professoras envolvidas são da área de engenharia mecânica, aeronáutica, eletrônica, computação e engenharia de ensino fundamental. De acordo com a vice-coordenadora do projeto de Apoio a Mulheres em STEM2D, Neusa Maria Franco de Oliveira, equipes que contam com a presença de mulheres se tornam mais produtivas.

"Já foi observado que nessas áreas as equipes mistas são mais produtivas, todas as empresas do mundo estão vendo esse movimento de estimular mulheres para áreas distintas”, explicou

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