sexta-feira, 22 de abril de 2016

"A grande traição" foi o título escolhido pela britânica The Economist para falar do Golpe em curso no Brasil

 Da BBC Brasil com edição do blog

"A grande traição" foi o título escolhido pela revista para falar do Golpe em curso no país
Como todos que têm acompanhado o cenário político no país, "sem paixões", a revista americana The Economist  faz uma avaliação muita clara com reportagem que estampa a capa da edição latino-americana  onde classifica como "A grande traição",  título da matéria  usado para falar do Golpe em curso no país. Segundo a reportagem o fracasso brasileiro não é só culpa da presidenta, mas de toda a classe política, a revista qualifica a classe política brasileira como "negligente e corrupta".

A publicação traz uma montagem com o Cristo Redentor segurando uma placa de "SOS".


Para descrever a votação do impeachment na Câmara a matéria claasifica como um dos momentos "mais estranhos" da vida política nacional, a Economist diz que a "mancha de corrupção" está espalhada por muitos partidos brasileiros: "dos 21 deputados sob investigação no caso da Petrobras, 16 votaram pelo impeachment de Rousseff. Cerca de 60% dos congressistas enfrentam acusações de delito criminal."

"O alarmante é que aqueles que estão trabalhando para sua saída (de Dilma) são, de muitas formas, piores do que ela"
, segue a reportagem.

A Economist opina que um governo Michel Temer poderia trazer um "alívio econômico de curto prazo", mas pondera que o PMDB também é citado nos escândalos de corrupção e menciona as acusações contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, réu na operação Lava Jato.

Para a revista a melhor saída para o país seria a convocação de eleições gerais.

"Um novo presidente pode ter um mandato para embarcar em reformas que escaparam dos governos durante décadas. Os eleitores também merecem uma chance de livrar-se de todo o Congresso infestado de corrupção. Apenas novos líderes e novos legisladores podem realizar as reformas fundamentais de que o Brasil necessita."

No entanto, a publicação considera essa possibilidade pouco provável, já que depende dos atores que estão hoje no poder. E conclui que os eleitores "não devem se esquecer deste momento", porque terão a chance de ir às urnas para votar por "algo melhor".

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