sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bode espiatório: Mãe de vigia diz que o filho foi coagido

 Com texto do blog de Domingos Costa
A Mãe do vigia João Gomes, que assumiu o assassinato do advogado Bruno, procurou a comissão de direitos humanos da OAB e afirmou que o seu filho foi coagido a assumir a culpa do crime. A informação foi passada pelo advogado Mário Macieira, da OAB, em entrevista a uma rádio de São Luís.
Na tarde de ontem, o pai de Brunno, Rubem Soares, já havia se manifestado insatisfeito com o inquérito concluído e encaminhado ao Ministério Público, que deve processar João por homicídio, tentativa de homicídio e agressão grave. Rubens fez vários questionamentos sobre a investigação apresentada pelo delegado do 7º Distrito Policial, Márcio Dominici.

Vigia João Nascimento Gomes forjou depoimento para beneficiar Diego Polary

Sem pé nem cabeça o inquérito policial, apresentado na manhã de ontem quinta-feira 16/10, que aponta o vigilante João Nascimento Gomes como o responsável pelo crime do jovem advogado Brunno Eduardo Matos Soares, assassinado a facadas após a festa de comemoração pela eleição do senador Roberto Rocha na madrugada de segunda-feira (6), no bairro do Olho d’Água.
O Blog do Domingos Costa, está acompanhando o caso, e chegou antecipar no penúltimo parágrafo da postagem: Vítima reconhece Diego Polary como autor dos golpes que matou advogado Brunno Matos” disse que pelo andar da carruagem, o vigia da rua, iria alegar autoria do crime, com a única finalidade de livrar o filhinho de papai Diego Polary. Dito e feito!
Para o pai da vítima, Rubem Soares, a família dele “não vai engolir” o inquérito. “Eu nunca vi um assassino tão honesto, de coração tão mole, que, de uma hora para a outra, resolve se entregar. Ele nem estava sendo procurado pela polícia. Por favor, não menosprezem a minha inteligência”, disse Rubem.
Sobre a confissão feita pelo vigilante, a desconfiança do pai do advogado se dá pelo motivo de duas vítimas (Alexandre Matos e Kelvin Chiang) terem apontado Diego Polary como o autor das facadas. Ainda segundo o pai o inquérito contém contradições e que “não vão conseguir, com essa manobra, atingir o objetivo de livrar a cara do Diego [Polary]”. Afirmou Rubem Soares.
Apontado como um dos envolvidos no crime, Diego Polay será indiciado, em razão dos depoimentos dos demais. O inquérito foi concluído e será encaminhado ao Ministério Público.
Perguntas que não querem calar: Por que, ao prestar depoimento, Diego Polary não disse quem havia cometido os crimes? Por que o vigia passou tanto tempo para se apresentar e assumir a autoria dos crimes? Em algum momento de seu depoimento, Carlos Marão apontou o vigia como autor das facadas? Confirmando-se que o vigia seja o autor das facadas, Marão e Diego serão indiciados como cúmplices? Não seria necessária uma acareação entre vítimas que sobreviveram e os acusados? Quem acredita no desfecho desse trabalho de investigação?

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