​Combustível: O maranhense não pode pagar a conta de uma guerra que ainda não chegou às bombas



Por Portal Rose Castro

​Enquanto os tambores de guerra ecoam no Oriente Médio, com a escalada das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos, um "efeito dominó" começa a assombrar o bolso dos brasileiros. Aqui no Maranhão, o sinal de alerta precisa ser ligado antes mesmo de qualquer reajuste oficial.

​A pergunta que não quer calar é: por que alguns postos já começam a especular os preços se o combustível estocado foi comprado com valores antigos?

​O cenário em São Luís e no Maranhão

​Segundo os dados mais recentes da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço médio da gasolina comum em São Luís tem flutuado entre R$ 5,67 e R$ 5,68. No Maranhão, a média estadual é um pouco mais alta, variando de R$ 5,90 a R$ 5,94, dependendo da região e dos custos logísticos. Mas em alguns postos já é possível verificar alguns preços entre, R$6,10 e R$6,39.

​Historicamente, nossa capital ostenta um dos melhores preços ao consumidor entre as capitais brasileiras, mas essa vantagem está sob ameaça. Com a defasagem da gasolina atingindo cerca de R$ 0,42 por litro em relação ao mercado internacional neste início de março, a pressão por reajuste é real. No entanto, o que o consumidor precisa entender é que a prática da especulação antecipada é ilegal.

​O "Gatilho" Internacional

​O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer instabilidade naquela região faz o preço do barril disparar globalmente. Contudo, o consumidor maranhense deve saber que a Petrobras possui uma política de preços que, embora observe o mercado externo, não deve repassar aumento ao consumidor de forma imediata ou automática.

​O que vemos, infelizmente, é a velha prática da especulação: o dólar sobe pela manhã e, à tarde, o preço nas bombas país afora já sofre alteração. O combustível que está no tanque do posto hoje não pode ser afetado pela crise de ontem. Isso é abuso de poder econômico.

Alerta necessário ao PROCON-MA

​Em São Luís, por exemplo, já há relatos de postos se antecipando aos fatos — uma prática oportunista que visa transferir a incerteza do mercado para o bolso do cidadão. ​Fica aqui o alerta ao PROCON-MA e aos demais órgãos de defesa do consumidor: é urgente que fiscalizem e monitorem os preços em todo o estado.

Não podemos ficar reféns de uma guerra que ainda não chegou por aqui. A fiscalização deve ser rigorosa, conferindo, inclusive, as notas fiscais de compra. Se o posto aumentou o preço sem ter recebido uma carga nova com valor reajustado, ele está cometendo uma infração.

​O Maranhão já possui desafios logísticos imensos. Somar a isso uma especulação baseada no "medo" é sufocar a economia e o consumidor.

Denuncie!

​O consumidor não deve aceitar o aumento passivamente. Se você notar que o preço subiu "da noite para o dia" sem um anúncio oficial de reajuste nas refinarias, exerça seu direito e denuncie!

​Como denunciar? 

Utilize o aplicativo VIVA PROCON ou o site oficial do órgão. Registre fotos dos painéis, guarde a nota fiscal e informe o endereço dos estabelecimentos que estão se aproveitando da crise internacional para lucrar indevidamente.

​A guerra está longe, mas a ganância costuma morar logo ali na esquina. Olho vivo, Maranhão!





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