Greve dos rodoviários: O desrespeito com os trabalhadores é o caos anunciado, do transporte público na capital
São Luís amanheceu novamente sob a sombra de uma paralisação geral no transporte público. E vamos ser diretos: o que está acontecendo não é apenas uma disputa de números, é uma falta de responsabilidade e compromisso total, com a população, e com a classe trabalhadora que move a nossa cidade.
O Sindicato dos Rodoviários (STTREMA) já deu o ultimato. Após quatro rodadas de negociações frustradas, a proposta dos empresários (o SET) foi, no mínimo, vergonhosa. Oferecer 2% de reajuste diante de uma inflação que não dá trégua ao bolso do trabalhador, e de um trabalho tão desgastante e insalubre, é como bem disse o presidente do sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito uma "humilhação".
Os trabalhadores pedem 15% de reajuste e melhorias no ticket alimentação. O setor patronal oferece 2% linear. Essa conta não fecha, e quem paga o preço como sempre é o usuário que depende do transporte urbano e semiurbano, em São Luís.
Opinião do blog
Um Sistema de Transporte deficiente, e sucateado que escraviza a categoria, pune a população, e a falta de vontade e compromisso do poder público é o cenário ideal para o colapso total do sistema.
Enquanto a Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) afirma que os subsídios estão em dia, as empresas alegam dificuldades, e nesse jogo de "empurra-empurra" de responsabilidades, são 72 horas a partir desta terça-feira (27) para evitar que a Grande São Luís pare totalmente.
A greve é uma medida extrema? Sim. Mas parece ser a única linguagem que os empresários do transporte entendem.
Se em três dias não houver uma proposta decente na mesa dos trabalhadores, mais uma vez a população será punida. Que o bom senso prevaleça — não só pelo direito dos rodoviários, mas pelo respeito ao cidadão ludovicense que não aguenta mais ser refém dessa novela anual.
E você, leitor do Blog da Rose Castro, o que acha? Os 2% de reajuste são aceitáveis ou o sindicato está certo em cruzar os braços? Comente aqui embaixo!

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